Biblioteca da Ajuda
A Biblioteca da Ajuda, uma das mais antigas Bibliotecas de Portugal, teve origem no século XV, como Biblioteca Real, e esteve instalada a partir do século XVI (?) no torreão poente do Paço da Ribeira. Foi substancialmente enriquecida por D. João V, mas perdeu a maior parte do seu riquíssimo espólio no terramoto de 1755, após o que se procedeu à sua reinstalação em casas anexas ao Paço de madeira (Real barraca), na Ajuda. Em 1811, na sequência das invasões francesas, foi transferida para o Rio de Janeiro, aí dando origem à atual Biblioteca Nacional. Em 1821 foi recuperada parte da sua coleção de manuscritos, à qual se incorporaram mais tarde as livrarias da Companhia de Jesus (São Roque e Colégio de Santo Antão), Congregação do Oratório e Palácio das Necessidades. Encontra-se localizada em ala própria do Palácio da Ajuda desde 1880, quando foram pintados a fresco, por José Pereira Júnior, os tetos decorados com trompe-l¿oeil que ainda se podem apreciar. A zona mais antiga da Biblioteca é composta por cinco salas, das quais três encontram-se abertas aos visitantes, destacando-se pelas suas dimensões, altura das estantes e galerias, e mobiliário da época. A Biblioteca da Ajuda detém um acervo bastante importante, o qual se traduz, em termos de extensão, por três quilómetros de prateleiras com um total de 105 000 espécimes manuscritos e impressos, como o Cancioneiro da Ajuda, o Livro de Traças de Carpintaria ou a obra Da fabrica que falece a cidade de Lisboa, de Francisco de Holanda. Aí está exposto igualmente um conjunto de peças e artefactos dos séculos XIII a XIX, da antiga oficina de encadernação da Biblioteca Real.
Largo da Ajuda - Palácio Nacional da Ajuda
Ajuda