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Transporte

Elevadores e Funiculares de Lisboa: História e Dicas Práticas

Como usar a Glória, a Bica, o Lavra e Santa Justa com menos filas

Redação Dazona

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5 min de leitura

Elevadores e Funiculares de Lisboa: História e Dicas Práticas

Lisboa sempre precisou de ajuda para vencer as colinas. Antes dos carros, antes das escadas rolantes e muito antes das aplicações de mapas, a cidade resolveu parte do problema com máquinas simples, engenhosas e hoje muito fotografadas: os funiculares da Glória, da Bica e do Lavra, mais o Elevador de Santa Justa.

São transportes públicos, mas também são peças vivas da história urbana. A melhor forma de os usar é tratá-los como isso mesmo: uma ligação curta, útil e bonita, não apenas como uma atração para riscar da lista.

Glória: dos Restauradores ao Bairro Alto

O Ascensor da Glória liga a Praça dos Restauradores ao miradouro de São Pedro de Alcântara, junto ao Bairro Alto e ao Príncipe Real. É talvez o funicular mais conhecido de Lisboa porque começa numa zona muito central e termina num dos miradouros mais procurados da cidade.

Para quem vem de transportes, a base fica junto ao Metro Restauradores, linha azul, e perto da estação do Rossio. Há também várias carreiras de autocarro na Avenida da Liberdade e na zona dos Restauradores. Se o seu destino é o Bairro Alto, a Glória evita uma subida curta mas exigente.

A fila costuma crescer a meio da manhã e ao fim da tarde. Para evitar espera, experimente subir cedo, antes dos grupos chegarem, ou fazer o percurso inverso a descer. Outra opção é subir a pé pela Calçada da Glória, ver a arte urbana com calma, e usar o funicular apenas na volta.

Bica: a imagem clássica de Lisboa

O Ascensor da Bica liga a Rua de São Paulo, perto do Cais do Sodré, ao Largo do Calhariz, entre o Chiado, Santa Catarina e Bairro Alto. É uma das imagens mais reconhecíveis da cidade: carris estreitos, fachadas coloridas, roupa à janela e o Tejo ao fundo.

A base está perto do Cais do Sodré, onde chegam metro, comboios da linha de Cascais, barcos para a Margem Sul e elétricos como o 15E. Também há autocarros importantes na Avenida 24 de Julho, incluindo ligações para Belém e Oriente, como a 728.

A Bica tem muita procura por causa da fotografia clássica da Rua da Bica de Duarte Belo. Se você só quer a foto, não bloqueie os carris e deixe espaço para moradores e passageiros. Para viajar com mais calma, evite o pôr do sol e os sábados à tarde.

Lavra: o mais discreto

O Ascensor do Lavra é o mais antigo dos três funiculares e também o mais discreto. Liga o Largo da Anunciada, perto da Avenida da Liberdade, à zona do Campo Mártires da Pátria e do Torel. É uma boa escolha para quem quer uma experiência parecida, mas com menos movimento.

A base fica a uma curta caminhada do Metro Avenida, linha azul, e também não está longe dos Restauradores. No topo, você fica perto do Jardim do Torel, um miradouro mais calmo do que São Pedro de Alcântara ou Portas do Sol.

O Lavra é útil quando o plano inclui Avenida, Hospital de São José, Campo Mártires da Pátria ou Torel. Como há menos pressão turística, costuma ser o melhor para perceber o lado quotidiano destes ascensores.

Santa Justa: elevador, miradouro e atalho

O Elevador de Santa Justa é diferente dos funiculares. Em vez de subir uma rua inclinada, sobe na vertical entre a Baixa e o Largo do Carmo. A estrutura metálica é uma peça marcante da paisagem da Baixa, e a vista do topo explica a popularidade.

O problema é a fila. Em dias cheios, a espera na Rua de Santa Justa pode ser longa. Se o objetivo principal for a vista, há uma forma mais simples: suba a pé pelo Chiado ou pelo Largo do Carmo e aceda à zona superior. A experiência não é igual, mas evita a fila maior.

As ligações próximas incluem Metro Baixa-Chiado, Rossio e Restauradores, além dos elétricos 12E e 28E em zonas próximas da Baixa e da Graça. Confirme sempre as paragens no dia, porque obras e desvios podem alterar percursos.

Bilhetes e uso sem stress

Estes ascensores fazem parte da rede Carris. Para quem já usa Navegante, o custo pode estar incluído no passe válido. Bilhetes comprados a bordo costumam ser mais caros do que usar cartão ou passe. Se você vai usar vários transportes no mesmo dia, compensa comparar com um bilhete diário ou com o saldo de transporte.

Algumas regras simples ajudam muito: entre só quando houver espaço, não fique parado nas portas, valide o título e deixe sair antes de entrar. Pode parecer básico, mas estes veículos são pequenos e transportam moradores, trabalhadores e visitantes ao mesmo tempo.

Qual escolher?

Se é a primeira vez em Lisboa, escolha a Glória pela ligação ao miradouro e a Bica pela paisagem. Se já conhece a cidade, experimente o Lavra. Se quer arquitetura e vista, Santa Justa merece atenção, mas planeie fora das horas de maior procura.

O melhor destes transportes está na escala curta. Duram poucos minutos, mas contam muito sobre Lisboa: uma cidade feita de encostas, atalhos e soluções práticas que acabaram por ganhar beleza.


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