Perturbação em curso28Ver detalhes
Cultura

Jardins e parques de Lisboa: guia para ir de transportes

Estrela, Eduardo VII, Príncipe Real e Tapada das Necessidades, com paragens e melhores épocas

Redação Dazona

·

·

6 min de leitura

Jardins e parques de Lisboa: guia para ir de transportes

Lisboa é uma cidade de colinas, pedra e luz forte, por isso os jardins valem mais do que parecem no mapa. São lugares para abrandar entre visitas, almoçar à sombra, deixar crianças correr, ler sem pressa ou simplesmente fugir meia hora ao calor. Alguns são monumentais, outros quase de bairro. Os melhores combinam árvores maduras, bancos, cafés próximos e uma boa ligação por transporte público.

Este guia junta quatro espaços diferentes: Jardim da Estrela, Parque Eduardo VII, Jardim do Príncipe Real e Tapada das Necessidades. Todos funcionam sem carro, embora cada um peça uma forma diferente de chegar e de estar.

Jardim da Estrela

O Jardim da Estrela é um dos jardins mais completos de Lisboa. Fica em frente à Basílica da Estrela, tem lagos, coreto, árvores grandes, parques infantis e caminhos que permitem andar sem destino. É suficientemente bonito para uma visita curta e suficientemente vivido para parecer de bairro.

Como chegar: o elétrico 28 para na Estrela, mesmo junto à basílica. Também pode usar autocarros com paragem na Estrela ou caminhar desde o Rato, na linha Amarela do metro, em cerca de 15 minutos.

O que fazer: sente-se junto ao lago, leve um livro, faça uma pausa depois de Campo de Ourique ou combine com uma visita à basílica. Aos fins de semana, pode haver feiras ou pequenos eventos, mas o jardim não depende disso para valer a pena. Com crianças, os parques infantis ajudam bastante.

Melhor época: primavera e início do outono. No verão, vá de manhã ou ao fim da tarde, quando a sombra trabalha a favor. No inverno, continua agradável em dias de sol, sobretudo porque há cafés e pastelarias por perto.

Parque Eduardo VII

O Parque Eduardo VII é outra escala. Abre-se acima da Avenida da Liberdade, com relvados largos, sebes desenhadas e uma vista frontal para o Tejo. Não é o parque mais íntimo da cidade, mas é um dos melhores para perceber a relação entre a Lisboa baixa, as avenidas e o rio.

Como chegar: use a linha Azul do metro e saia em Parque, Marquês de Pombal ou São Sebastião, conforme o ponto por onde quer entrar. Parque deixa-o junto à zona central; Marquês funciona bem se quiser subir pelo eixo principal; São Sebastião aproxima-o da Estufa Fria e do topo.

O que fazer: suba até ao miradouro do topo, visite a Estufa Fria se estiver aberta e caminhe pelas laterais para evitar a parte mais exposta. É um bom lugar para fotografar a cidade, mas também para uma pausa entre a Avenida da Liberdade, Saldanha e as Amoreiras.

Melhor época: primavera, quando a luz é clara e o calor ainda não pesa. No verão, a parte central pode ser dura ao meio-dia, porque há pouca sombra nos relvados principais. No inverno, escolha dias sem vento para aproveitar a vista.

Jardim do Príncipe Real

O Jardim do Príncipe Real é mais pequeno, mas tem uma das melhores localizações de Lisboa. Fica entre o Bairro Alto, São Bento e a Praça das Flores, com quiosques, esplanadas, lojas independentes e ruas ótimas para passear. A grande árvore no centro dá sombra e identidade ao espaço.

Como chegar: a estação de metro mais próxima é Rato, na linha Amarela. A partir daí, suba pela Rua da Escola Politécnica. Também pode chegar a pé desde o Chiado ou o Bairro Alto, se não se importar com a subida.

O que fazer: sente-se no quiosque, observe o movimento da praça, entre nas lojas à volta ou siga depois para o Miradouro de São Pedro de Alcântara. É um jardim para ficar pouco tempo várias vezes, mais do que para passar uma tarde inteira.

Melhor época: quase todo o ano. Na primavera e no outono, a zona está no ponto certo para caminhar. No verão, a sombra ajuda, mas as esplanadas enchem. Ao fim da tarde, é uma boa pausa antes de jantar pelo Bairro Alto, Príncipe Real ou São Bento.

Tapada das Necessidades

A Tapada das Necessidades é menos óbvia e talvez por isso seja tão interessante. Fica perto do Palácio das Necessidades, entre Alcântara, Lapa e Prazeres, e tem um ambiente mais solto do que os jardins centrais. Há caminhos, relvados, árvores antigas, vistas parciais e zonas que parecem esquecidas no bom sentido.

Como chegar: a referência mais simples é a zona de Alcântara. Pode usar comboio até Alcântara-Mar, na linha de Cascais, ou Alcântara-Terra, na linha de cintura, e subir a pé. Também há paragens Carris em Alcântara e junto ao Largo das Necessidades. Confirme a melhor ligação no dia, porque os percursos de autocarro podem mudar.

O que fazer: caminhe sem pressa, leve água e use a visita como ponte entre Alcântara, Lapa e Campo de Ourique. É um bom lugar para descansar longe das zonas mais visitadas, mas não espere a manutenção regular de um jardim central. Esse lado mais irregular faz parte da personalidade do sítio.

Melhor época: primavera, quando a vegetação está mais generosa, e outono, quando a luz torna o espaço mais suave. No verão, escolha a manhã. Depois de chuva, alguns caminhos podem ficar menos confortáveis.

Como escolher

Se você tem pouco tempo e quer um jardim clássico, vá à Estrela. Se quer vista e escala, escolha o Parque Eduardo VII. Para uma pausa entre lojas, cafés e miradouros, o Príncipe Real é a melhor opção. Para sair do circuito mais óbvio, a Tapada das Necessidades recompensa quem aceita caminhar um pouco mais.

Lisboa não tem parques gigantes no centro, mas tem refúgios suficientes para mudar o ritmo do dia. Use-os assim: como intervalos reais, não apenas como pontos no mapa.


Voltar ao Magazine