Margem Sul: Um Dia em Cacilhas e Almada
Barco a partir do Cais do Sodré, miradouros, Cristo Rei e almoço junto ao Tejo
Redação Dazona
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Há passeios em Lisboa que começam melhor de barco. Cacilhas é um deles. A travessia a partir do Cais do Sodré é curta, normalmente perto de 10 minutos, mas muda logo a perspetiva: a Baixa fica para trás, a ponte aparece de lado e a cidade ganha distância.
Do outro lado está Cacilhas, porta de entrada para Almada, para o Cristo Rei, para o miradouro da Boca do Vento e para uma frente ribeirinha onde o almoço pode durar mais do que o previsto.
Como chegar a Cacilhas
O ponto de partida mais simples é o terminal fluvial do Cais do Sodré. Chega lá pela linha verde do metro, pelos comboios da linha de Cascais, por elétricos como o 15E e por várias carreiras de autocarro. Dentro do terminal, procure a ligação para Cacilhas e confirme o horário do próximo barco.
A travessia é frequente durante grande parte do dia, mas vale a pena verificar horários em feriados, à noite e ao fim de semana. O Navegante pode ser válido conforme o título que você tiver. Se comprar bilhete avulso, guarde-o até ao fim da viagem.
Ao sair em Cacilhas, você encontra táxis, metro ligeiro de superfície, autocarros da Carris Metropolitana e percursos a pé. Para muitos visitantes, o melhor plano é combinar uma parte a pé com uma ligação de autocarro para o Cristo Rei.
Primeira paragem: Cacilhas e a frente ribeirinha
Cacilhas tem uma chegada muito direta. À saída do terminal há cafés, pastelarias, restaurantes e paragens de transporte. Antes de seguir para Almada, vale a pena olhar para Lisboa a partir do cais. A vista é simples e muito eficaz: Terreiro do Paço, Castelo, colinas e Tejo no mesmo enquadramento.
Se você quiser almoçar cedo ou ficar para jantar, siga pela zona ribeirinha em direção ao Ginjal. O caminho passa por antigos armazéns e fachadas gastas, com o rio sempre ao lado. É uma zona bonita, mas convém caminhar com atenção, sobretudo à noite, porque alguns troços podem estar irregulares.
Ponto Final e os restaurantes junto ao Tejo
O Ponto Final é o nome mais conhecido desta frente ribeirinha, mas não é a única razão para vir até aqui. A faixa do Ginjal tem restaurantes com esplanadas viradas para Lisboa, muito procurados em dias de sol.
Reserve se tiver um restaurante específico em mente. Sem reserva, chegue cedo e aceite um plano B. Os preços variam bastante conforme a casa e a época, por isso confirme a carta antes de se sentar. A vista é parte da experiência, mas a melhor escolha continua a ser a que combina orçamento, horário e apetite.
Subir à Boca do Vento
Da zona ribeirinha, o Elevador Panorâmico da Boca do Vento, quando em funcionamento, ajuda a vencer a subida para Almada velha. Também é possível subir a pé, mas a inclinação pesa, sobretudo em dias quentes.
No topo, o miradouro da Boca do Vento oferece uma das melhores vistas sobre Lisboa, a ponte 25 de Abril e o Tejo. É menos óbvio do que os miradouros centrais da capital, e por isso dá mais espaço para ficar sem pressa.
A partir daqui, você pode caminhar por Almada, tomar café numa rua mais calma e seguir depois para o Cristo Rei.
Cristo Rei: como encaixar no roteiro
O Santuário do Cristo Rei fica acima de Cacilhas e Almada, com uma vista ampla sobre Lisboa e a ponte. A forma mais prática de lá chegar é usar autocarro da Carris Metropolitana a partir de Cacilhas ou Almada, confirmando a linha e o horário no dia. Algumas ligações são diretas ou quase diretas, mas os números e percursos podem mudar.
Se o tempo estiver curto, escolha entre Cristo Rei e Boca do Vento em vez de tentar fazer tudo à pressa. O Cristo Rei pede mais tempo por causa da deslocação, da entrada no recinto e das fotografias.
Roteiro simples para um dia
Comece no Cais do Sodré a meio da manhã e apanhe o ferry para Cacilhas. Tome café junto ao terminal, caminhe até ao Ginjal e almoce cedo junto ao rio. Depois suba à Boca do Vento e explore Almada velha durante uma hora. Se ainda houver energia, siga de autocarro para o Cristo Rei e volte a Cacilhas para regressar de barco.
No verão, leve água e evite as subidas nas horas de maior calor. No inverno, verifique o vento antes de apostar numa esplanada. Em qualquer época, o melhor deste passeio é a mudança de escala: Lisboa continua perto, mas vista da outra margem parece outra cidade.
